Caroline Rodrigues
A Gazeta
O número de notificações de dengue em Rondonópolis (212 km ao sul de Cuiabá)
é maior que em Cuiabá e o município do interior registrou a morte de um bebê de
6 meses com a doença, na segunda-feira (11). Desde o começo do ano foram 220
casos em Rondonópolis, enquanto a Capital registrou 200 no mesmo período.
A responsável pela Vigilância Epidemiológica de Rondonópolis, Janete
Oliveira, conta que os hospitais e postos de saúde da cidade estão lotados e que
serão instaladas 3 unidades de tratamento especial para hidratação dos doentes.
Ela explica que nem todos os pacientes precisam de internação e os que aparecem
com sintomas nas unidades de saúde já recebem atendimento como vítimas da dengue
para evitar a complicação.
Um dos postos será aberto ao lado do Pronto-Atendimento do Pronto-Socorro da
cidade. O objetivo é desafogar o setor, que recebe a maioria dos doentes e está
lotado. Os outros pontos serão na Policlínica do bairro Vila Operária,
comunidade com maior incidência de focos do mosquito vetor, e Jardim
Guanabara.
No bairro Jardim Aurora, onde morava a criança que morreu, os agentes de
saúde fizeram o bloqueio químico da casa da família e vizinhança.
Janete fala que a situação está preocupante e o poder público conta com a
participação da população para eliminar os criadouros, que estão na maioria das
vezes dentro dos imóveis residenciais.
Um fator que dificulta o trabalho é a grande quantidade de chuva, que acumula
água no interior das casas e nos bolsões de lixo. A água também retira o veneno
aplicado, que é absorvido pelo solo.
A responsável pela Vigilância pede à população que limpe os quintais,
facilite a entrada dos agentes e denuncie imóveis com água parada.
Os profissionais da área de saúde receberão cursos de qualificação para
poderem diagnosticar os doentes com mais rapidez. O trabalho educativo com os
moradores da cidade também será reforçado.
No ano passado, foram registradas 1.438 notificações em Rondonópolis. Dos
casos, 38 eram na forma hemorrágica e 19 com complicação.
sintomas na segunda-feira (4). A família procurou um hospital particular e ela
retornou para casa depois do atendimento.
Alguns dias depois, o sintomas apareceram mais fortes e a menina precisou ser
encaminhada para Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do estabelecimento. Parentes
tentaram transferi-la para Capital, mas o estado de saúde era delicado e o
médico responsável impediu a remoção. A morte da criança aconteceu na noite de
segunda-feira (11).